Em conjunto com o laboratório de Física Aplicada John Hopkins a NASA está construindo a DART (Double Asteroid Redirection Test), uma sonda que será ser lançada no dia 24 de novembro de 2021 às 2 h e 21 min horário de Brasília - DF e deve chegar a seu alvo em Outubro de 2022, e será projetada a uma velocidade de 24 mil km/h.
Junto irá um cubesat desenvolvido pela Agência Espacial Italiana chamado LICIA (Light Italian CubeSat for Imaging of Asteroids), que irá monitorar de perto o impacto e transmitir tudo para a Terra.
A DART tem como destino o asteroide 65803 Didymos, uma pedra de respeitáveis 800m de diâmetro, descoberta em 1996, mas uma sonda de 500kg atingindo um asteroide de mais de um milhão de toneladas nem fará cócegas. Por isso o alvo é outro.
Repare nas imagens de radar acima, um pontinho acima do asteroide. É um corpo de 150m de diâmetro apelidado de Didymoon. Isso mesmo, o asteroide tem uma lua, orbitando a mais ou menos 1km de distância.
A DART irá atingir Didymoon a uma velocidade relativa de 21600Km/h, e se aplicarmos a fórmula F=m*a, o resultado é uma pucta explosão.
A aceleração calculada que Didymoon ganhará com o impacto é de meio milímetro por segundo, praticamente um pentelhonésimo de piconada, mas o suficiente para alterar sua órbita em torno de Didymos de forma perceptível, e consequentemente alterar a órbita do conjunto como um todo.
Depois do impacto meses, talvez alguns anos de observações serão necessários para determinar com precisão o efeito na órbita, mas aí teremos uma informação clara da eficácia da técnica, em condições reais.
Marte está o mais perto da Terra possível, em um fenômeno que só vai acontecer novamente daqui a 15 anos, em 2035. Esta semana será o período no qual o planeta vermelho estará ainda mais próximo do nosso, posicionado quase que perfeitamente para ser visto pelos dois hemisférios e com um brilho intenso que permite que ele seja visto no céu à noite.
Nesta terça dia 13/10/2020 um pontinho brilhante embaixo da Lua no céu nada mais era do que Marte ao vivo e a cores.
O que acontece é que a cada 15 anos, durante o verão marciano, o planeta fica mais próximo do Sol e também da órbita terrestre. Nesta terça-feira, dia 06, o planeta estava a uma distância de 62,07 milhões de quilômetros da Terra.
OUMUAMUA (Mensageiro de longe que chegou primeiro)-ASTERÓIDE INCOMUM
A forma similar à de um charuto não é o único aspecto a intrigar cientistas no asteroide Oumuamua. Tampouco o fato de que ele é o primeiro objeto já avistado por nós que tenha vindo de outra galáxia é a principal surpresa.
Ao contrário do que podia se esperar de um objeto vindo de tão longe, o charuto espacial Oumuamua não é coberto de gelo. A análise de sua superfície é tema de um artigo publicado no periódico científico Nature Astronomy.
“No final esse é um resultado legal já que nós esperamos que a maioria de objetos que visitariam nosso sistema seriam de gelo por natureza”, diz ao noticiário britânico The Independent Alan Fitzsimmons, da Queen’s University Belfast, que liderou um dos estudos.
As observações indicam que o objeto tem uma cobertura dura, orgânica e rica em carbono.
A explicação para o fenômeno pode estar em pesquisas passadas, da década de 80 e 90, afirma o site da Wired. Essa teoria é a considerada pelos autores do estudo.
Em décadas anteriores, pesquisadores haviam se debruçado sobre uma pergunta: o que aconteceria com um objeto após centenas de milhões ou até bilhões de anos vagando pelo espaço intergaláctico.
O Oumuamua pode ser a resposta a isso. A previsão de astrônomos era que a longa exposição à radiação cósmica traria alguns impactos curiosos.
“Nosso estudo mostra que esse objeto poderia ser de gelo, mas não detectamos gelo por ele ter sido assado por radiação entre estrelas por centenas de milhões de anos, ou até bilhões de anos”, diz Fitzsimmons.
Corpos com cobertura de gelo, por exemplo, veriam o material secar. O restante, previsto como um resquício rico em carbono e colado ao asteroide ou outro objeto.
A estimativa dos cientistas é que para que esse processo ocorra, são necessários centenas de milhões de anos. O número assusta, mas a estimativa inicial de idade do Oumuamua é de 10 bilhões de anos—o que explicaria sua crosta orgânica.
Os cientistas ainda não sabem bem o que pode ter ocorrido com o asteroide ao passar por perto do Sol. A superfície do asteroide deve ter atingido temperaturas de até 300 graus Celsius.
A crosta teria, segundo estimativas dos cientistas, protegido o gelo interior de evaporar—mas a existência desse gelo não foi comprovada pelos cientistas. Pesquisadores imaginam agora se qualquer eventual vestígio de vida ou material orgânico preso no interior do cometa teria sobrevivido ou não.
A NASA pode estar prestes a se deparar com uma avanço na procura por vida alienígena e irá revelar na semana que vem. A agência espacial está preparada para revelar sua última importante descoberta, depois de analisar planetas fora de nosso sistema solar à procura de vida.
Os fãs espaciais em todo o mundo estão à beira de seus assentos em meio às esperanças, pois o novo achado poderá colocar uma luz na busca por alienígenas. A descoberta veio da equipe do telescópio espacial Kepler – que busca por mundos habitáveis fora do Sistema Solar desde 2009.
O telescópio busca por planetas do tamanho da Terra nas ‘zonas habitáveis’ das estrelas próximas – e encontrou milhares de planetas que poderiam abrigar a vida. A especulação está aumentando sobre o anúncio da NASA – que é definido para 13h00 na quinta-feira (14/12).
Funcionários da NASA disseram em um comunicado de imprensa: A descoberta foi feita por pesquisadores que usam a máquina de aprendizado da Google. A máquina de aprendizado é uma abordagem de inteligência artificial e demonstra novas maneiras de analisar dados do telescópio Kepler.
Kepler vê mundos alienígenas percebendo as pequenas variações de brilho que eles causam quando atravessam a face de sua estrela hospedeira, do ponto de vista da nave espacial. O telescópio já encontrou mais de 2.500 mundos alienígenas confirmados – cerca de 70% de todos os exoplanetas conhecidos.
A grande maioria dessas descobertas vieram através de observações feitas pelo Kepler durante sua missão original, que ocorreu entre 2009 e 2013. Agora ele está em uma segunda missão, chamada K2, durante a qual está buscando por exoplanetas em uma base mais limitada e fazendo uma série de outras observações…
‘Super-Terra’ é descoberta a apenas 39 anos-luz do Sol. Astrônomos encontraram um planeta rochoso com 6,6 vezes a massa da Terra orbitando uma estrela próxima do nosso sistema solar.
Ilustração de como seria LHS 1140b orbitando sua pequena, fraca e avermelhada estrela. O exoplaneta tem 6,6 vezes a massa da Terra e um raio 1,4 vezes maior. (M. Weiss/CfA/Reprodução)
Uma nova “super-Terra” foi descoberta por cientistas, aponta um estudo publicado nesta quarta-feira na revista Nature. O planeta batizado de LHS 1140b, tem composição rochosa e orbita uma estrela anã-vermelha próxima do nosso sistema solar, a 39 anos-luz (cada ano-luz equivale a 9,46 trilhões de quilômetros) do Sol – o que, em termos cósmicos, é considerado relativamente perto.
Com uma massa 6,6 vezes maior do que a da Terra, LHS 1140b está localizado dentro da zona considerada “habitável” de sua estrela, o que significa, segundo os cientistas, que pode existir água líquida em sua superfície. Isso porque o astro central, LHS 1140, é uma estrela fraca, avermelhada e pequena, com apenas 60% da massa do Sol. Assim, ela não expõe o exoplaneta – chamado assim porque fica fora do nosso sistema solar – a uma radiação solar tão intensa.
Utilizando telescópios para fazer medições em LHS 1140b, os pesquisadores descobriram que ele guarda algumas semelhanças com o nosso planeta. Apesar de seu raio ser 1,4 vezes maior do que o da Terra, assim como ela, o corpo celeste apresenta uma composição rochosa e provavelmente foi formado em sua localização atual, sofrendo pouco ou nenhum deslocamento desde então. Os autores do estudo chegaram a essa conclusão porque a órbita do exoplaneta, que tem uma trajetória circular, não passou por alterações significativas desde que ele surgiu.
Além disso, a equipe de cientistas também afirma que, por orbitar uma estrela pequena e bem próxima da Terra, telescópios atuais seriam capazes de identificar gases específicos na atmosfera do astro – se ela existir. “Atmosferas de planetas do tamanho da Terra são acessíveis para serem observadas por meio de espectroscopia de transmissão quando eles passam em frente a essas estrelas”, escrevem os autores no artigo.
Os cientistas ressaltam, no entanto, que estudos mais aprofundados são necessários para descobrir informações precisas sobre a órbita do exoplaneta, determinando suas características climáticas e se ele pode ser habitável ou não.
"Não, nós não encontramos ETs, mas nossa descoberta pode ajudar na busca da vida fora do nosso Sistema Solar." A descoberta anunciada pelo ESO (Observatório Europeu do Sul) não é aquela que buscamos há tanto tempo, mas mantém nossa esperança.
Sete exoplanetas foram descobertos orbitando uma estrela próxima, a cerca de 39 anos-luz de distância, de acordo com comunicado feito pela Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) nesta quarta-feira (22). E as condições de alguns deles podem ser favoráveis para água em estado líquido.
A estrela anã que fica no centro desse sistema estelar, como se fosse o nosso Sol, é chamada de TRAPPIST-1, e é um pouco maior que Júpiter (o planeta é cerca de 12 vezes maior que a Terra). Um dos autores da pesquisa, Michael Gilion, explica que se o nosso Sol fosse do tamanho de uma bola de basquete, a TRAPPIST-1 seria uma bola de golfe.
Estimativas iniciais sugerem que os novos planetas têm massas semelhantes à da Terra e composições rochosas. Para você ter uma ideia, os maiores exoplanetas, o primeiro (por ordem de proximidade da estrela) e o sexto, são 10% maiores que a Terra. Já os menores, o terceiro e o sétimo (o mais distante da estrela), são 25% menores que nosso planeta. A descoberta foi feita em parceria entre astrônomos de todo o mundo, usando telescópios da Nasa e do ESO.
Este é o sistema com o maior número de planetas tão grandes quanto a Terra já descoberto, bem como aquele que tem o maior número de mundos que podem ter água líquida. Antes disso, o sistema com mais exoplanetas já descoberto tinha apenas três planetas.
A descoberta nos dá uma pista de que encontrar outra Terra não é uma questão de 'se' [ela existe], mas de 'quando'."
Thomas Zurbuchen, diretor da área de missões científicas da Nasa
Infelizmente, você não deverá estar vivo quando os astronautas conseguirem chegar até os planetas, mas os pesquisadores prometem mais novidades sobre o sistema em apenas cinco anos.
Pode ter água por lá?
NASA/JPL-Caltech
A ilustração mostra como deve ser o sistema planetário de TRAPPIST-1 com base nos dados disponíveis sobre os diâmetros, massas e distâncias dos exoplanetas
As análises, publicadas na Nature, indicam que em ao menos seis deles as temperaturas na superfície devem variar entre 0ºC e 100ºC, mas não é possível confirmar que exista água em estado líquido. Ainda é preciso buscar por mais dados.
"Com as condições adequadas da atmosfera, pode ter água em qualquer um dos desses sete planetas. Principalmente em três deles, que estão em localizações privilegiadas", explicou Zurbuchen, durante anúncio.
Nasa
Três exoplanetas no meio do sistema são os mais prováveis de ter água em estado líquido
As hipóteses mostram que talvez nos três mais próximos da TRAPPIST-1 seja muito quente para água ficar líquida e não evaporar. No mais distante, é possível que exista gelo. Mas três exoplanetas (o quarto, quinto e o sexto) são os com maior probabilidade de ter vida fora da Terra, por estarem em uma zona habitável com possíveis oceanos. No caso do Sistema Solar, por exemplo, Vênus, Terra e Marte são os planetas na zona habitável.
Cientistas vão continuar estudando o solo e também a atmosfera, para ver se é possível encontrar água e sinais de vida.
Temos mais detalhes?
NASA/JPL-Caltech
Ilustração mostra como seria possível ver os outros exoplanetas do sistema no céu.
Durante a pesquisa, os astrônomos também descobriram características importantes e curiosas sobre os sete exoplanetas.
Por exemplo, os cientistas afirmam que se você puder ficar na superfície de um dos mundos e de olhos no céu, você verá os outros seis planetas maiores do que nós, terráqueos, vemos a Lua.
Os sete planetas são tão próximos que viagens interplanetárias seriam feitas em dias, e não em meses ou anos como acontece no nosso sistema.
Outra característica é que a iluminação dos planetas deve ser semelhante à que temos em Vênus, Terra ou Marte.
Além disso, é possível que alguns, se não todos os planetas, estejam sempre com a mesma face virada para a estrela, um fenômeno chamado de "tidal locking", como acontece com a Lua em relação à Terra.
O planeta mais próximo da TRAPPIST-1 demora apenas um dia e meio para orbitar a estrela. O mais distante deve demorar cerca de 20 dias. Lembre que a Terra demora 365 dias para dar toda a volta no Sol.
As pesquisas não mostram se os exoplanetas têm luas. Mas de acordo com Gilion, "seria estranho ter luas tão perto de uma estrela, estudos ainda esclarecerão essa questão". Se não tiverem o satélite natural e tiverem oceanos, a proximidade entre os exoplanetas pode influenciar no movimento das ondas, assim como a Lua faz na Terra.
Como foi a descoberta?
NASA/JPL-Caltech
Ilustração da Nasa mostra a proporção entre os novos exoplanetas e alguns planetas do Sistema Solar
Em maio de 2016, Michael Gillon e sua equipe encontraram três exoplanetas girando em torno de uma estrela anã, na constelação de Aquário. Empolgados com a novidade, os cientistas realizaram uma campanha de monitoramento da estrela a partir do solo e do espaço para saber mais sobre os planetas.
Na Terra, a pesquisa usou observações do instituto STAR, na Universidade de Lieja, na Bélgica, o telescópio de Liverpool, operado pelo Instituto de Pesquisa de Astrofísica da Universidade John Moores, na Inglaterra e do Very Large Telescope do ESO, no Chile.
No espaço, o grande aliado foi o telescópio espacial da Nasa chamado Spitzer, que observou a TRAPPIS-1 por 21 dias em 2016 e conseguiu 500 horas de material.
Os astrônomos analisaram as variações no brilho da estrela e anotavam de quanto em quanto tempo havia uma sombra, momento em que um exoplaneta estava passando pela estrela anã.
Com os dados recolhidos, já foi possível saber o tempo de translação, a distância da estrela, a massa e o diâmetro de alguns dos sete exoplanetas.
Os astrônomos afirmam que informações adicionais são necessárias para caracterizar com mais detalhes os novos planetas, particularmente o sétimo (o mais distante da estrela), que só foi registrado pelo Spitzer uma vez, e ainda não foi possível descobrir seu período orbital e sua interação com os outros exoplanetas.
Nenhum acordo é bom demais nem ruim demais, afinal de contas foi acordado.Para desistir de um acordo é preciso fazer um distrato onde as partes que tinham um contrato decidem desistir. Mas nenhum acordo distratado fica impune de consequências.Mesmo de comum acordo sempre tem uma parte que fica ofendida.Na realidade não se trata de uma ofensa e sim a consequência, o desacordo. MAURÍCIO GOULART
As Dez Taças
"Eu preparo três taças para o moderado: uma para a saúde, que ele sorverá primeiro, a segunda para o amor e o prazer e a terceira para o sono. Quando esta taça sorver, os convidados sábios vão para casa. A quarta taça é a menos demorada, mas é a da violência; a quinta é a do tumulto, a sexta da orgia, a sétima a do olho roxo, a oitava é a do policial, a nona da ranzinzice e a décima a da loucura e da quebradeira dos móveis." EUBULUS (405-335 AC)
Utilizamos cookies para melhorar sua experiência e personalizar nossos anúncios de acordo com a LGPD. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa política de privacidade.