A iluminação quente dos lustres trouxe um clima noir, proporcionando uma atmosfera acolhedora. Ao final do curso, foram sorteados brindes como aeradores, abridores e exemplares dos rótulos servidos durante o evento.
(6.081) O Restauranter: MESTRE DA GESTÃO DE RESTAURANTES Quando falamos de novas empresas, especialmente de novos restaurantes, observamos q...
A iluminação quente dos lustres trouxe um clima noir, proporcionando uma atmosfera acolhedora. Ao final do curso, foram sorteados brindes como aeradores, abridores e exemplares dos rótulos servidos durante o evento.
O vinho é muito mais do que apenas suco de uva fermentado; é uma complexa arquitetura química onde o equilíbrio entre seus componentes define a qualidade da experiência. Para entender um vinho, precisamos olhar para seus pilares estruturais e, claro, para os "inimigos" que podem surgir no caminho. Aqui está uma análise detalhada sobre o que define um vinho e o que pode arruiná-lo.
No exame
olfativo que poderemos identificar esses “opositores” e é o primeiro passo em
busca do conhecimento para tornar um conhecedor sobre o mundo dos vinhos.
Bouchonné ou Papel Molhado é o defeito mais comum nos vinhos e
não tem cura, sendo causado pela contaminação da rolha por fungo. A execução de
um teste simples como girar a taça vai fazer o cheiro de fruta desaparecer e o
cheiro de mofo aumentar.
Esmalte de Unha ou Vinagrado ocorre quando as bactérias
transformam o álcool em ácido acético e acetato de etila. Caraterística mais
evidente um cheiro forte de vinagre de maça.
Ovo Podre ou Fósforo (Redução) acontece
quando o vinho foi sufocado por falta de oxigênio durante a vinificação. Para
esse tem salvação, use um decanter ou gire vigorosamente a taça para aerar o
vinho.
Maçã Passada ou Oxidação acontece o oposto da redução, quando
o vinho tem contato demais com o ar. O
vinho perde o brilho e fica cor de tijolo e o veredito é já passou do ponto.
Suadouro de Cavalo (Brettanomyces) é
uma levedura selvagem que divide opiniões. A polêmica é que muitos amam em níveis
baixos a complexidade de traz ao vinho, enquanto que em níveis altos o vinho
cheira a curral ou couro velho.
Os odores que
sentimos no exame olfativo são biográficos fazem parte na nossa memória
olfativa, onde o cérebro identifica cheiros familiares, são os estímulos do
vinho fazendo sua biblioteca mental trabalhar. Quando falamos em experiência no
mundo do vinho é sobre essa conexão emocional que transforma uma simples bebida
em algo ímpar. Não tente acertar e identificar o que tem no rótulo e passe a confiar
mais no que seu nariz diz assim essa etapa poderá também mudar passando de
exame para interação.
FATOS:
Conexão Límbica: Os receptores do
olfato estão ligados diretamente ao sistema límbico, a parte do cérebro que
cuida das emoções e memórias. Por isso um cheiro nos "transporta"
para o passado instantaneamente.
Substâncias Compartilhadas: Muitas
vezes, o vinho tem as mesmas moléculas químicas de outros alimentos. O cheiro
de manteiga no Chardonnay, por exemplo, vem do diacetil, a mesmíssima substância
que dá cheiro à pipoca de cinema!
DICA: O
PRIMEIRO SNIFF
Ao abrir uma garrafa, dê uma cheirada rápida antes de girar a taça. Os defeitos voláteis costumam se desprender imediatamente. Depois, gire a taça para liberar os aromas de fruta e confirme se eles estão lá ou se foram "sequestrados" pelos opositores.
O vinho é muito mais do que
apenas suco de uva fermentado; é uma complexa arquitetura química onde o
equilíbrio entre seus componentes define a qualidade da experiência. Para
entender um vinho, precisamos olhar para seus pilares estruturais e, claro, para
os "inimigos" que podem surgir no caminho.
Aqui está uma análise detalhada
sobre o que define um vinho e o que pode arruiná-lo.
AS CARACTERÍSTICAS ESTRUTURAIS
(OS PILARES)
Todo vinho é construído sobre
cinco elementos fundamentais. O equilíbrio entre eles é o que separa um vinho
comum de uma obra-prima.
1- Acidez: É o que traz
frescor e faz a boca "salivar". Vinhos com baixa acidez parecem
"chatos" ou pesados, enquanto a acidez alta é vibrante.
2- Taninos: Encontrados
principalmente nos vinhos tintos (provindos das cascas e sementes), eles causam
aquela sensação de adstringência ou "boca seca". São o esqueleto que
permite ao vinho envelhecer.
3- Álcool: Resultante da
fermentação dos açúcares da uva pela ação das leveduras. O álcool confere
"corpo" e uma sensação de aquecimento na garganta.
4- Açúcar: Refere-se ao
açúcar residual que não foi transformado em álcool. Classifica o vinho entre
seco, demi-sec ou doce.
5- Corpo: É o
"peso" do vinho na boca. Pense na diferença de textura entre a água e
o leite integral.
OS OPOSITORES: DEFEITOS E
INIMIGOS DO VINHO
Nem todo aroma estranho é "complexidade". Existem falhas químicas que agem como verdadeiros opositores à qualidade sensorial da bebida:
1- O Inimigo Invisível: TCA (Bouchonné)
Sabe aquele cheiro de papelão molhado ou porão úmido? Isso é causado pelo TCA (Tricloroanisol), um fungo que pode contaminar a rolha de cortiça. Ele não faz mal à saúde, mas "mata" o sabor do vinho, tornando-o amargo e sem fruta.
2- O Excesso de Oxigênio: Oxidação
Embora o vinho precise de um pouco de oxigênio para abrir seus aromas, o excesso é fatal. Um vinho oxidado perde o brilho da cor (fica acastanhado) e ganha notas de maçã podre ou vinagre.
3- O Oposto da Oxidação: Redução
Ocorre quando o vinho tem pouquíssimo contato com o oxigênio durante a produção. O resultado? Cheiros que lembram fósforo queimado, repolho ou ovo podre. Às vezes, decantar o vinho resolve, mas nem sempre.
4- Acidez Volátil (AV)
Causada por bactérias acéticas,
transforma o vinho em algo próximo do vinagre. Em doses mínimas, pode dar
complexidade; em excesso, torna o vinho intragável, com cheiro de esmalte de
unha ou solvente.
OPOSITORES DE ESTILO: VELHO
MUNDO VERSUS NOVO MUNDO
Além dos defeitos químicos,
existem os "opostos" conceituais na vitivinicultura:
|
CARACTERÍSTICA |
VELHO
MUNDO (EUROPA) |
NOVO
MUNDO (AMÉRICAS, AUSTRÁLIA, ETC...) |
|
Foco |
Terroir e Tradição |
Fruta e Tecnologia |
|
Estilo |
Mais
ácido, menos álcool, terroso |
Mais
frutado, maior teor alcoólico |
|
Uso de Carvalho |
Sutil, busca integração |
Mais presente, busca baunilha e tostado |
Entender essas nuances ajuda a identificar não apenas o que você gosta, mas a reconhecer quando uma garrafa simplesmente não está em condições de ser consumida.
Oferecer
e servir um vinho não é apenas entregar uma garrafa é vender uma experiência,
um momento e, muitas vezes, uma história. O atendimento exige um equilíbrio
entre conhecimento técnico e sensibilidade interpessoal.
Segue
roteiro explicativo para estruturar a excelência no atendimento ao cliente de
vinhos:
1.
PASSO INICIAL – CONEXÃO E SONDAGEM
Antes
de falar sobre uvas ou regiões, entenda quem é o seu cliente. O atendimento
deve ser personalizado de acordo com o nível de conhecimento dele.
* Identifique o perfil: É um entusiasta
iniciante ou um colecionador experiente?
* Descubra a ocasião: O vinho é para um
presente, um jantar romântico, um churrasco ou para guardar na adega?
* Aferição de paladar: Pergunte sobre
preferências anteriores. "Você prefere vinhos mais encorpados ou mais
leves?" ou "Gosta de sabores mais frutados ou amadeirados?"
2.
A LINGUAGEM DO VINHO – SEM FRESCURA
No
atendimento de vinhos um dos maiores erros é usar um tom pedante, afinal o objetivo
é informar e não intimidar.
Use
linguagem técnica, mas numa linguagem simples se o cliente não conhece termos
como "taninos" ou "persistência".
Como
exemplo em vez de dizer "Este vinho tem taninos agressivos", você pode
dizer "Este vinho tem aquela sensação de adstringência, que “amarra” um
pouco a boca, ideal para acompanhar carnes gordas.
Conte
a história (storytelling) sobre um fato curioso ou algo inusitado sobre o
rótulo do vinho. Isso agrega valor emocional ao produto.
3.
A ARTE DA HARMONIZAÇÃO
A
atuação do atendente deve ser como de um consultor gastronômico. A regra básica
evoluiu, mais do que "branco com peixe e tinto com carne", foque no
equilíbrio de pesos e intensidades.
Comidas
Ácidas (limão/tomate) Vinhos com alta acidez (Sauvignon Blanc,
Chianti).
Comidas
Gordurosas Vinhos com bons taninos ou alta acidez
para "limpar" o palato.
Pratos Picantes Vinhos
com açúcar residual ou brancos aromáticos (Gewürztraminer).
Sobremesas O vinho deve ser tão doce quanto (ou mais
que) o prato.
4. O RITUAL
DE SERVIÇO
Se
o atendimento for presencial (restaurante ou loja com degustação), o rigor
técnico demonstra profissionalismo:
Temperatura:
Garanta que o vinho seja servido na temperatura correta (brancos entre 7°C e
12°C; tintos entre 15°C e 18°C).
Apresentação:
Mostre o rótulo ao cliente antes de abrir.
Cuidado
com a rolha: Abra a garrafa sem fazer barulho excessivo e verifique se o vinho
não apresenta defeitos (como o cheiro de papelão úmido do bouchonné).
DICA
DE OURO: O melhor vinho
do mundo é aquele que o cliente gosta e pode pagar. Nunca subestime um rótulo
de entrada nem force a venda do mais caro se ele não se adequar ao perfil do
comprador.
Os espumantes são vinhos com dupla fermentação, e nesse processo é produzido gás carbônico que tem como caracteristica a presença de bolhas ou borbulhas que ficam presentes em seu corpo, e que são conhecidas como "perlage", que é um termo que significa pérolas e é utilizado para referir-se as bolhas dos espumantes. Esse processo produz CO2 mas também ocasiona uma sensação de frescor e cremosidade no momento da degustação, ativando várias chaves de prazer no sentido do paladar.
Existem três modos mais conhecidos de produzir espumantes, sendo eles: o Champeniose (ou Tradicional), Método de Transferência e o Charmat. Esses métodos desenvolvido ao longo do tempo são responsáveis por um tipo de borbulhas no espumante.
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