segunda-feira, 6 de julho de 2020

LATAS - TAMANHOS

(4.470) O Restauranter:
LATAS - TAMANHOS

O tamanho de uma lata, isto é o volume do líquido do seu interior ou a sua capacidade, varia, geralmente, desde 135 ml até 5 litros. As medidas são mais comuns em centilitros (cl) ou em mililitros (ml), exceto nos EUA onde a capacidade é avaliada em onças líquidas (fl.oz.) - um fl.oz. é igual a 29.6 ml.
Na Argentina são usados centímetros cúbicos (cm³ ou cc.) em vez de ml. Habitualmente cada país tem a sua medida padrão, e eventualmente um ou mais tamanhos menores que em alguns casos são típicos de um determinado país.

As alterações nos diferentes tamanhos de latas são basicamente a nível de altura visto que a maioria mantém a mesma largura/diâmetro: 6,5 cm. (veja a imagem acima). Mas em alguns casos particulares, usualmente em tamanhos pequenos, a largura também é alterada, é menor que o padrão.
Por esta razão, algumas latas com a mesma capacidade podem ter dimensões diferentes.
A imagem mostra as várias comparações até 500ml. Estão expressas em ml. ou em fl.oz. de acordo com as duas medidas mais usadas.

LISTA DE TAMANHOS - MAIS USADOS
(os valores estão em ml e fl.oz.)

135ml (4 fl.oz.) - um tamanho menor usado no Japão, 5 x 8 cm

207ml (7 fl.oz.) - usado nos EUA como um tamanho menor e pode ser encontrado em duas versões: uma mais baixa com uma largura normal e uma mais alta de largura menor (5,5 x 10 cm)

236/237ml (8 fl.oz.) - outro tamanho menor dos EUA (6 x 10 cm)

250ml (8.5 fl.oz.) - este tamanho é produzido em três versões:
A pequena, mas de largura normal usada como tamanho menor na Bélgica e França e mais alguns paises
A lata mais estreita (6 x 10,5 cm) usada majoritariamente na Venezuela
Uma mais alta e muito fina (5 x 13,5 cm) usada na Europa (Bélgica, Holanda, Reino Unido) e também na Tunísia)

269ml - Novo tamanho de lata brasileira, mais estreita mas de mesma altura da de 350ml.

275ml (9.6 fl.oz.) - tamanho tradicional usado no Reino Unido como "meia caneca", mas deixou de ser comum

284ml (9.6 fl.oz.) - um tamanho raro usado em algumas latas suecas

296ml (10 fl.oz.) - o tamanho típico da Venezuela, Porto Rico, República Dominicana, Panamá e outros paises da América Central, ligeiramente mais estreita que a largura normal (6 x 12 cm)

300ml - algumas latas turcas têm esta capacidade. Existe também uma lata da marca japonesa Sapporo que foi feita com este tamanho

320ml - tamanho típico das latas da Malásia e usada ocasionalmente em algumas latas européias

330ml (11½ fl.oz.) - desde os anos 70, alguns países europeus usaram este tamanho como padrão com exceção do Reino Unido (que usou este tamanho para as latas de exportação e só recentemente começou a usar como um dos tamanhos internos), Suécia e Finlândia, onde se tornou um tamanho padrão nos anos 80. Muitos outros paises que começaram recentemente a vender cerveja (tal como Cuba, Bahamas, Marrocos, etc.) usam este tamanho

333ml (11½ fl.oz.) - algumas marcas inglesas no final dos anos 70 tinham esta capacidade com a mesma dimensão das latas de 330ml

340ml (11½ fl.oz.) - em alguns paises europeus como a Itália, Holanda e Reino Unido (latas para exportação) usaram esta capacidade durante os anos 70. Nova Zelândia também fez parte dos paises que usaram esta lata durante a década seguinte. Na África do Sul e paises vizinhos a lata de 340ml ainda é uma lata padrão. Também no México é usada a lata de 340ml, mas as latas têm a mesma dimensão das de 355ml

341ml (11½ fl.oz.) - valor padrão usado pelo Canadá até finais dos anos 70

345ml (11½ fl.oz.)

350ml (12 fl.oz.) - Na Europa (com exceção do Reino Unido, Suécia e Finlândia), este foi o tamanho padrão durante o inicio dos anos 70, substituído pelas latas de 330ml. Para a maioria dos países sul-americanos e asiáticos, este ainda é um tamanho padrão

355ml (12 fl.oz.) - o tamanho clássico nos EUA, usado também pelo Canadá e Nova Zelândia desde os anos 80. Algumas latas são mais altas e finas que as mais comuns (6 x 13 cm, chamadas altas ou delgada)

370/375ml (12 ½ fl.oz.) - o tamanho padrão (370ml para as latas de 'steel'(aço) e 375ml para as de alumínio. Recentemente, a Nova Zelândia também adotou esta capacidade

440ml (15½ fl.oz.) - tamanho tradicional britânico substituído atualmente por latas promocionais de maior tamanho como as de 485 ml, 495 ml, etc.

450ml (15½ fl.oz.) - em tempos, este foi o tamanho padrão na Suécia (as latas de 500ml substituíram gradualmente as de 450ml) e na Finlândia (as de 330ml substituíram as de 450ml). Algumas latas de exportação alemãs também usaram este tamanho
460ml (15½ fl.oz.) - outro tamanho usado na Nova Zelândia. Deixou de ser produzido nos anos 80

473ml (16 fl.oz. ou 1 caneca) - outro tamanho, menos usado, dos EUA, Canadá, Brasil, Argentina e Chile.

LISTA DE TAMANHOS - ESPECIAIS

485/495ml (16½ fl.oz.) - tamanho usado recentemente como latas promocionais, muitas delas com o "13% grátis" por cima da marca. As primeiras apareceram em meados dos anos 80

500ml (17 fl.oz./16 fl.oz.) - este é o tamanho grande nos paises que usam as latas 330ml como padrão. As primeiras surgiram na Alemanha na segunda metade da década de 70 e tornaram-se muito populares localmente. Noutros paises são menos populares com exceção da Suécia e Reino Unido, mas agora tornaram-se mais usadas devido aos "13% grátis" de latas promocionais. Algumas latas japonesas também usam este tamanho

620ml - um tamanho raro usado em algumas marcas indonésias

650ml (1 caneca e 6 fl.oz. ou 22 fl.oz.) - outro tamanho usado pelas latas copo japonesas

700ml (24 fl.oz.) - nova lata promocional usada pela marca Bavária

710ml (24 fl.oz.) - um tamanho "jumbo" nos EUA, não muito comum

750ml (25 fl.oz.) - este grande tamanho foi em tempos muito popular na Austrália, agora é menos popular. Também algumas latas canadenses e americanas são de 750ml

946ml (32 fl.oz.) - outro tamanho "jumbo" nos EUA, muito raro

1000ml ou 1 litro (34 fl.oz.) - na França este tamanho é produzido por poucas marcas em formato de barril. Também algumas marcas dinamarquesas usam latas de 1 litro, tipo 'steel' (aço)

2000ml ou 2 litros (2 quartos 3,6 fl.oz.) - um tamanho particular usado no Japão por algumas marcas

2220ml (3,9 canecas) - tamanho pequeno britânico de 'festa". Este tamanho durou pouco e desapareceu nos anos 80

3860ml(6,8 canecas) - tamanho grande britânico de "festa".

4000ml ou 4 litros (1,05 galão) - tamanho produzido quase exclusivamente na Alemanha até o meio da década de 80

5000ml ou 5 litros (1 galão 41 fl.oz.) - tamanho comum na Alemanha. Durante os últimos anos muitos outros paises adotaram este tamanho (em barril). No Brasil foi usado por pouco tempo pela Skol e atualmente é usado pela Germania e Dado Bier.

domingo, 5 de julho de 2020

PRAIA DAS ARNOS - PALMAS(TO) - PÔR-DO-SOL (SUNSET)

(4.469) O Restauranter:
PRAIA DAS ARNOS - PALMAS(TO) - PÔR-DO-SOL (SUNSET)


Um apreciador das belezas na natureza não se cansa de olhar, registrar, memorizar e se encantar com os matizes ofertados pelo astro rei, o Sol, no seu momento mais suave que acontece no seu recolhimento. Cada dia é um espetáculo único com cores, nuvens e olhares diferentes, em momentos diferentes, em lugares diferentes. O Sol se põe, mas nos presenteia com sua versão noturna de beleza, ao irradiar seus raios sobre nosso satélite natural, a Lua. Adoro esse pequeno poema de Mário Quintana.


O LUAR - (Mário Quintana)


O luar,
é a luz do Sol que está sonhando

O tempo não pára!
A saudade é que faz as coisas pararem no tempo...

...os verdadeiros versos não são para embalar,
mas para abalar...

A grande tristeza dos rios é não poderem levar a tua imagem...

sábado, 4 de julho de 2020

SURPRESAS DOS VINHOS TINTOS

(4.468) O Restauranter:
SURPRESAS DOS VINHOS TINTOS

1. Beber vinho tinto em moderação pode ser benéfico para a sua saúde!
Devido à grande quantidade de antioxidantes, beber vinho tinto em doses moderadas pode reduzir o risco de desenvolver doenças cardiovasculares e diabetes. A maior parte destes benefícios vem dos taninos encontrados nos vinhos!

2. Alguns vinhos são melhores do que outros para a saúde.
Alguns vinhos, como os que utilizam as uvas cabernet sauvignon tem uma quantidade maior de taninos do que os vinhos Tannat ou Sagrantino, por exemplo. Por esta razão, em geral vinhos secos são mais benéficos do que vinhos doces!

3. O vinhos tinto joven é mais saudável do que um mais velho.
Muitos vinhos ficam bem mais saborosos com a idade, mas geralmente os tintos mais jovens contém mais taninos!

4. O vinhos tinto envelhece mais devagar do que um vinho branco.
Também devido à maior concentração de taninos que agem como antioxidantes e conservantes, os vinhos tintos demoram mais tempo para envelhecer do que os vinhos brancos!

5. Uvas vermelhas podem ser usados para produzir vinhos brancos!
A cor do vinho vem da casca da uva e não das polpas! Desta forma, somente é necessário que não haja contato com as cascas no estágio de fermentação para elaborar um vinho de coloração branca.

quinta-feira, 2 de julho de 2020

XXVIII AVALIAÇÃO NACIONAL DE VINHOS - SAFRA 2020

(4.467) O Restauranter:
XXVIII AVALIAÇÃO NACIONAL DE VINHOS - SAFRA 2020

Data: 07 de Novembro de 2020 - Sábado
Local: Bento Gonçalves, RS
A data de realização do evento pode sofrer alteração devido à pandemia.

Público formado por mil apreciadores de oito países degusta as amostras na maior degustação de vinhos de uma safra do mundo, realizada neste sábado, 28, em Bento Gonçalves, numa promoção da Associação Brasileira de Enologia

A 27ª Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2019, organizada pela Associação Brasileira de Enologia (ABE), mais uma vez fez foi impecável. Durante quatro horas, um público formado por mil apreciadores teve o privilégio de degustar ao mesmo tempo as 16 amostras mais representativas da safra num encontro consolidado como a grande celebração do vinho brasileiro. A maior degustação de vinhos de uma safra do mundo reuniu pessoas de oito países (Antilhas Holandesas, Brasil, Chile, Espanha, Estados Unidos, França, Itália e Uruguai) e 11 estados brasileiros (Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo), além do Distrito Federal.

Para o presidente da ABE, enólogo Daniel Salvador, este é o grande dia do vinho brasileiro. “Nenhum outro evento no mundo consegue reunir tanta gente diferente que tem em comum o gosto pelo vinho, independente de marca. Há 27 anos, promovemos o vinho brasileiro compartilhando na taça o resultado de cada safra. Movidos por uma vontade incontrolável em levar para os quatro cantos do mundo o vinho brasileiro, nós, enólogos do Brasil, criamos um movimento que não para de crescer e enchemos o peito sempre que falamos da Avaliação”, ressalta.

O terroir da Serra Gaúcha, dos Campos de Cima da Serra, da Campanha Gaúcha e do Vale do São Francisco esteve representado nas 16 amostras degustadas, mostrando que o Brasil tem vinhos de qualidade em diversas regiões do país. Para se chegar a este resultado, um grupo de 120 enólogos avaliou às cegas as 337 amostras inscritas por 47 vinícolas. Deste total, 105 se classificaram entre as 30% mais representativas. Os 16 vinhos degustados foram selecionados entre este universo seguindo normas internacionais e o regulamento da Avaliação.

Um dos grandes momentos da Avaliação foi o serviço do vinho, realizado por 95 alunos do curso de Viticultora e Enologia, que coordenador por diretores da ABE desempenharam a função de forma exemplar. Para cada vinho foram utilizadas 90 garrafas. Assim que cada amostra era servida e degustada, era feito o comentário do vinho por um dos 16 comentaristas convidados, que compartilhou suas impressões. Somente depois de degustar as 16 amostras foi anunciado o resultado dos 30% e revelado as 16 amostras selecionadas como as mais representativas da Safra 2019.

O evento foi prestigiado pelo Ministro-Chefe da Casa Civil, Onix Lorenzoni, que falou do Acordo de Cooperação quem vem sendo firmado entre União, por intermédio da Casa Civil da Presidência da República, do Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Economia, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimenro, com o setor vitivinícola representado pela Agavi, Uvibra, Ibravin, Fecovinho, Sindivinho RS e Sindivinho SC.

O acordo prevê edição de uma medida provisória ou Projeto de Lei de isenção de IPI para vinhos e espumantes. Os recursos oriundos do benefício têm por objetivo a geração de investimentos por meio de um fundo nacional direcionado ao desenvolvimento do setor. “Com esta medida o vinho brasileiro vai poder enfrentar de frente o mercado europeu, conquistando a Europa e mostrando ao mundo a sua qualidade”, ressaltou.

DIVERSIDADE DE CASTAS

O evento exibiu a diversidade de variedades de uvas cada vez mais utilizadas pelas vinícolas, comportamento que responde a demanda dos consumidores em busca de novidades. Das 105 amostras classificadas entre os 30% mais representativas da Safra 2019 estão 13 variedades tintas (Alicante Bouschet, Ancellotta, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Malbec, Marselan, Merlot, Petit Verdot, Pinot Noir, Shiraz, Tannat, Teroldego e Touriga Nacional) e 11 brancas (Chardonnay, Gewurztraminer, Malvasia de Cândia, Moscato Giallo, Moscato R2, Pinot Gris, Prosecco, Riesling Itálico, Sauvignon Blanc, Verdejo e Viogner). Entretanto, por outro lado, castas tradicionais como as tintas Merlot e Cabernet Sauvignon e a branca Chardonnay continuam liderando a quantidade de amostras.

PÚBLICO FEMININO

Quando a Avaliação Nacional de Vinhos surgiu, há 27 anos, praticamente não tinham mulheres no evento. Com o passar dos anos, a presença feminina foi ganhando mais espaço no mundo do vinho e na Avaliação não é diferente. Este ano, 38% do público do evento é formado por mulheres, entre enólogas, sommeliers, vinhateiras ou apenas apreciadoras. “Elas têm sido grandes porta-vozes e embaixadoras do vinho brasileiro, inserindo rótulos nacionais em suas preferências, além de atrair novas consumidoras para este universo de sensações. Decididas e donas de uma sensibilidade inesgotável, as mulheres podem se orgulhar por terem um paladar altamente apurado”, salienta Salvador. O enólogo destaca, ainda, a presença de mulheres em cargos importantes como é o caso da brasileira Regina Vanderlinde, que desde 2018 ocupa o cargo de presidente da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), maior e mais importante instituição do setor no mundo. Regina foi uma das três mulheres a integrar o painel de comentaristas desta edição, dividindo o espaço com a jornalista Carolina Bahia e a blogueira e sommelier Alexandra Aranovich.

Troféu Vitis 2019

A turismóloga Ivane Fávero e o enólogo Lucindo Copat foram os homenageados deste ano com o Troféu Vitis Amigo do Vinho Brasileiro 2019 e Destaque Enológico 2019, respectivamente. A distinção é o reconhecimento prestado pela ABE a pessoas que em sua trajetória pessoal e profissional contribuem para a promoção do vinho brasileiro.

AS 16 AMOSTRAS

CATEGORIA VINHO BASE ESPUMANTEChardonnay – Vinícola Salton – Bento Gonçalves (RS)
Chardonnay – Domno do Brasil – Garibaldi (RS)
Chardonnay / Pinot Noir – Chandon do Brasil – Garibaldi (RS)

CATEGORIA BRANCO FINO SECO NÃO AROMÁTICO
Verdejo – Vinícola Terranova – Casa Nova (BA)
Chardonnay – Casa Valduga – Bento Gonçalves (RS)
Chardonnay – Vinícola Almadén – Santana do Livramento (RS)

CATEGORIA BRANCO FINO SECO AROMÁTICO

Sauvignon Blanc – Vinícola Campestre - Campestre da Serra (RS)
Moscato Giallo – Sociedade de Bebidas Panizzon – Flores da Cunha (RS)

CATEGORIA VINHO TINTO FINO SECO JOVEM

Merlot – Guatambu – Dom Pedrito (RS)

CATEGORIA TINTO FINO SECO
Merlot – Casa Perini – Farroupilha (RS)
Cabernet Franc – Estabelecimento Vinícola Valmarino – Pinto Bandeira (RS)
Ancellotta – Cooperativa Agroindustrial Nova Aliança – Flores da Cunha (RS)
Tannat – Família Bebber – Flores da Cunha (RS)
Merlot – Vinícola Miolo – Bento Gonçalves (RS)
Alicante Bouschet – Cooperativa Vinícola Aurora – Bento Gonçalves (RS)
Tannat – Vinícola Don Guerino – Alto Feliz (RS)

PAINEL DE COMENTARISTAS
Alexandra Aranovich – Blogueira e sommelier (Brasil)
Cedenir Fortunatti – Enólogo do Ano 2018 (Brasil)
Regina Vanderlinde – Presidente OIV (Brasil)
Carolina Bahia – Jornalista (Brasil)
Jaume Gramona – Enólogo (Espanha)
Leandro Baena – Médico e sommelier (Brasil)
Vincenzo Gerbi – Professor (Itália)
Nicolás Vivas – Enólogo (França)
Evan Goldstein – Jornalista (EUA)
Marcel Miwa – Jornalista (Brasil)
Thiago Mendes – Curador do International Wine Chalenge (Brasil)
Pedro Mello e Souza – Jornalista (Brasil)
Dominique Delteil – Consultor internacional (França)
Eduardo Barbosa - Presidente da Sociedade Latino-Americana de Hipertensão (Brasil)
Odair Dalagasperina – Diretor Executivo do Sicredi (Brasil)
Glauber Peccin – Fundador da Associação Brasileira de Winemachers – Erechim (Brasil)

INFORMAÇÕES

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ENOLOGIA
Fone/ Fax: (54) 3452. 6289 – (54) 3451 2277
E-mail: abe.adriane@terra.com.br

Mais informações para a imprensa:
CONCEITO.COM
conceitocom@conceitocom.com.brwww.conceitocom.com.br
Fone: (54) 3052 0066

terça-feira, 30 de junho de 2020

VINHOS BRASILEIROS - UM POUCO DE HISTÓRIA

(4.466) O Restauranter:
VINHOS BRASILEIROS - UM POUCO DE HISTÓRIA

A qualidade dos vinhos brasileiros tem ganhado destaque no mercado e vem, pouco a pouco, conquistando o mundo com uma ampla variedade de aromas. Diversos rótulos nacionais foram premiados mundialmente, e caíram no gosto (e na adega) de quem entende do assunto. Mas de onde veio essa cultura e esse amor dos brasileiros pelo vinho?

O Brasil é o maior país da América Latina e está entre os cinco maiores produtores vitivinícolas do Hemisfério Sul. O país passou por muitas reviravoltas em sua história, mas vem investindo na produção de vinhos, desde a sua colonização. 

O representante do governo português, Martim Afonso de Souza trouxe as primeiras videiras para o Brasil, em 1532, com o objetivo de disseminar a agricultura na nova colônia. A experiência foi feita com a espécie Vitis Vinifera e não foi bem-sucedida, uma vez que as condições climáticas e de solo da região de São Vicente, no litoral de São Paulo, não eram favoráveis ou semelhantes ao clima originário. 

A primeira tentativa de plantio de videiras que deu certo ocorreu em 1626, no Rio Grande do Sul, e o mérito foi atribuído ao Padre Jesuíta Roque González de Santa Cruz. A partir daí, os vinhos brasileiros começaram a ser produzidos somente para fins litúrgicos. 

Ao longo das décadas, outras iniciativas de plantio das uvas ganharam força e, em 1789, a corte portuguesa proibiu o cultivo de videiras, com o intuito de proteger a sua própria produção. Esta medida inibiu a comercialização da bebida na colônia. 
Com a vinda da  Família Real Portuguesa para o Brasil, em 1808, a proibição do cultivo da uva caiu e os hábitos em torno do consumo do vinho começaram a ganhar corpo. De 1817 a 1835, Manoel Macedo, produtor na cidade de Rio Pardo, registra a elaboração de 45 vasilhas grandes e de madeiras em um ano e recebe a primeira carta-patente para a produção da bebida no país. Com a imigração alemã para o Sul do país, iniciada em 1824, também se amplia a produção de toda a região Sul.

Somente em 1875, com a chegada de imigrantes italianos, que a produção de vinhos brasileiros deu um grande salto. Os italianos tinham o conhecimento técnico necessário para a produção e a cultura do consumo, o que conferiu importância econômica a esta atividade no país.

Nos anos seguintes, muitos acontecimentos marcaram a evolução da produção de vinhos brasileiros. Desde a criação do Sindicato do Vinho, em 1928, as primeiras cooperativas de produção, a partir de 1929. Nos anos 80, a qualidade dos nossos vinhos teve um aumento significativo. Isto se deve à reconversão de vinhedos, que ganhou impulso com a abertura econômica do país. A vitivinicultura da região do vale do Vinhedos conquista a Indicação de Procedência, em 2002.

Atualmente, o Brasil possui uma área de 82 mil hectares de parreiras cultivadas para a produção de vinhos, divididas em seis regiões. A maior parte delas está instalada em pequenas propriedades.

sábado, 27 de junho de 2020

UVA AUTÓCTONE - ENTENDA A DEFINIÇÃO

(4.465) O Restauranter:
UVA AUTÓCTONE - ENTENDA A DEFINIÇÃO
Uva autóctone é aquela originária ou nativa da região e a chamada de alóctone será aquela onde foi plantada posteriormente. Vamos a um exemplo para esclarecer, a uva Carmenerè originalmente oriunda da França declarada extinta foi encontrada no Chile, e de lá foram enviadas novamente mudas para todo o mundo. No Chile ela seria uma alóctone pois foi plantada posteriormente, e na França considerada como autóctone pois essa é sua origem inicial.

Nesse conceito podemos acrescentar as emblemáticas, que são cepas que normalmente tiveram origem em um determinado local mas que alocadas em outra região se adaptam facilmente e produziram melhores resultados. Assim emblemática tem identidade na viticultura onde ela está melhor adaptada, detalhando a localidade e favorecendo um status único que é diferencial interessante no mercado de vinhos. 

VITIS VINÍFERA
ALÓCTONE - Plantada
AUTÓCTONE - Origem
EMBLEMÁTICA
Carmenerè
Chile
França (Bordeaux)
Chile
Gewrtztraminer
Alemanha
Itália (Traminer/Tirol)
Alemanha
Malbec
Mendonza - Argentina
França (Cahors)
Argentina
Merlot
Brasil
França (Bordeaux)
Brasil
Pinotage
África do Sul
África do Sul 
África do Sul
Sauvignon Blanc
Nova Zelândia
França (Loire)
Nova Zelândia
Syrah
Austrália
França (Rhône)
Austrália
Tannat
Uruguai
França (Madiran)
Uruguai
Tempranillo
Espanha
Península Ibérica
Espanha
Tinta Roriz
Portugal
Península Ibérica
Portugal
Zinfandel
Napa - USA
Itália
USA

No mundo existem catalogadas mais de 5.000 uvas dentro da categoria vitis viníferas que produzem os vinhos finos, e são essas que nos interessa. São muitas informações com muitas ramificações no campo das uvas, sua genética e origem, e assim como o mundo globalizado as mudanças ocorrem de maneira super rápida, ocasionadas por pesquisas e descobertas, onde podemos concluir que nada é definitivo.

Algumas variedades, encontradas em lugares muito específicos, são todo um mundo a ser explorado. E pra nossa sorte —nós que gostamos de ter opções— produtores de várias regiões têm se empenhado em pesquisar variedades que ficaram pra trás, esquecidas e praticamente extintas.

 

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