quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

HASHI DE BAMBÚ OU DE MARFIM

(3343) O Restauranter:

HASHI DE BAMBÚ OU DE MARFIM

O uso do hashi – ou o-hashi, como se diz em japonês – não é nenhum tipo de capricho. Seu fundamento é o de manter o sabor original da comida, fazendo com que o alimento toque direto a língua e o palato, sem interferência.
“Se você usar uma colher de metal para tomar um missoshiru, o gosto do talher vai afetar o sabor”, diz Yoko Arimoto, especialista em culinária japonesa e autora do best-seller Simply Japanese.
O uso do hashi dá ainda elegância à mesa. “Seu grande mérito é levar à boca a quantidade de comida ideal”, diz Lumi Toyoda, outra especialista em etiqueta japonesa. A habilidade do sushimen em adaptar o tamanho do bolinho à mordida também conta.
Transformar hashi em pinças eficientes é complicado. Haja paciência e elástico na extremidade do par de pauzinhos – ou “clipe” plástico, que faz as vezes de mola. O uso desses artifícios ocidentais facilita bastante o manuseio e é bem mais educado que chegar ao restaurante já pedindo garfo e faca. Mas ao longo do tempo a prática vem, e os movimentos ficam naturais e mais elegantes.
Para começar e não fazer feio, fique atento ao posicionamento dos palitinhos sobre a mesa. Eles devem ficar paralelos ao balcão, entre você e o chawan (tigela), e apoiados sobre o hashioki, o suporte que tem modelos quase tão variados quanto o próprio hashi.

MAURICIO GOULART

“Mauricio Goulart Ferreira, natural do Rio de Janeiro, mora em Palmas - TO desde 2000, atuando nos grandes empreendimentos do setor gastronômico do estado e atualmente desenvolve um projeto de consultoria e de assessoramento com foco no atendimento a clientes.”

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