terça-feira, 15 de abril de 2014

ETIMOLOGIA DA PALAVRA GUARDANAPO

(3375) O Restauranter:

ETIMOLOGIA DA PALAVRA GUARDANAPO

Guardanapo tem a função básica de limpar a boca de um indivíduo, mantendo a higiene numa refeição. Amplamente utilizado pelas culturas ocidentais e de fácil manuseio, pode existir além da forma comum, um papel quadrado ou sob a forma de pano, usado principalmente por restaurantes finos ou em situações formais. Além disso o guardanapo é muitas vezes utilizado para fazer origami, pois é normalmente a única coisa que temos à mão. Os Japoneses não gostam que as pessoas façam isso, sentem-se mal.

A Palavra vem do francês gardenappe, que era um tecido utilizado debaixo do prato para proteger (garder) a toalha (nappe), então olhando para a palavra original podemos ver que é um pano para guardar (ou proteger) a toalha de mesa de ser suja por alguém que quer limpar a boca.

Muitas vezes relegado, pode ser um acessório único à mesa. Coloridos, estampados e de várias cores dão um toque especial à decoração, como as opções abaixo:

Fique atenta:
- ao se sentar coloque o guardanapo no colo
- não sacuda o guardanapo para abri-lo
- ao sair da mesa deixe-o à direita do prato
-caso for levantar, durante a refeição, pode colocá-lo também na cadeira
-não coloque o guardanapo no pescoço, em nenhum lugar do mundo isso é bonito
-em algumas recepções existem, além do guardanapo de tecido, o de papel. Este serve para que a mulher retire o excesso de batom.

CURIOSIDADES:

Existe uma teoria de que foi criado por Leonardo da Vinci (1452-1519) a pedido de um nobre e médico, com quem trabalhava. Teria havido uma ocasião em que fora dado um jantar e o guardanapo estava sobre a mesa, mas nenhum dos convidados usou-o de maneira coerente: fizeram de tudo com ele, menos usado para seu devido fim, que era limpar mãos e boca. Leonardo ficou desgostoso e abandonou esta "invenção".

Mas, muito antes de Da Vinci, na Roma antiga, por volta do século 1, limpar-se com um pano já era comum. Principalmente nos banquetes. Ao chegar à casa do anfitrião, os convidados recebiam toalhas para a refeição. Em seu livro Banquete, o historiador inglês Roy Strong explica que também era comum os convidados trazerem seus próprios guardanapos, "grandes o suficiente para levar para casa qualquer iguaria não consumida", diz o autor.

Foi apenas no fim da Idade Média que o hábito de usar panos voltou à cena doméstica. E, mesmo assim, era raro. Somente os mais ricos tinham guardanapos e sua utilidade era decorativa. Os panos eram engomados e exibidos como uma forma de arte próxima à escultura de papel. Na descrição de um banquete dado em Roma, em 1513, em homenagem a Giuliano e Lorenzo de Médici, os guardanapos aparecem dobrados como uma gaiola. Quando a peça era aberta pelo convidado, um passarinho saía voando.
Durante o Renascimento, em geral, os homens usavam o guardanapo sobre o ombro esquerdo e as mulheres o deixavam no colo. Para a mestre em História Cultural pela Unicamp Eliane Abrahão, "entre os séculos 17 e 18, nas cortes européias, começou a haver preocupação com o comportamento". Desde então, o guardanapo passou a ser amplamente usado. Nos anos 70, surgiu a versão descartável.

Na prática, o primeiro registro de uso de um guardanapo deu-se no dia 9 de Julho de 1887, por John Dickinson, nos EUA, no jantar anual das companhias.

MAURICIO GOULART

“Mauricio Goulart Ferreira, natural do Rio de Janeiro, mora em Palmas - TO desde 2000, atuando nos grandes empreendimentos do setor gastronômico do estado e atualmente desenvolve um projeto de consultoria e de assessoramento com foco no atendimento a clientes.”

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